Goblin (Guardian The Lonely and Great God)
*daqueles que te faz sofrer porque eles se amam tanto mas só acontece tragédias do destino
País: Coreia do Sul
Episodio: 16 + especiais
Duração: 60-90 min
Cansado da sua existência eterna, Kim Shin deseja finalmente descansar. No entanto, a única forma de pôr fim à sua imortalidade é encontrar a sua noiva humana, a única capaz de o libertar desse fardo. O seu destino cruza-se com o de Ji Eun-tak (Kim Go-eun), uma estudante do ensino secundário que, apesar de uma infância marcada pela dor, mantém um espírito leve e otimista. Dotada da capacidade de ver fantasmas, Eun-tak está destinada a ser a noiva do Goblin e a aquela que poderá reduzi-lo a cinzas. Porém, à medida que se aproximam, o que nasce entre ambos é um sentimento inesperado.
Ao mesmo tempo, Sunny (Yoo In-na), a encantadora e determinada proprietária de um restaurante de frango onde Eun-tak trabalha, é uma jovem confiante e admirada por todos. Contudo, a sua vida começa a mudar quando conhece o shinigami, despertando emoções e memórias que nenhum dos dois compreende totalmente.
Quando estes quatro destinos se cruzam, as suas vidas tornam-se profundamente entrelaçadas, revelando que o amor, o passado e o destino estão ligados de formas que ninguém poderia prever.
- Gong Yoo;
- Kim Go-eun;
- Han Seo-jin;
- Lee Dong-wook;
- Yoo In-na;
- Yook Sung-jae;
- Jung Ji-hoon.
Este não é apenas um dorama romântico. É uma reflexão profunda sobre a vida, a morte, o destino e as segundas oportunidades que nos são concedidas, mesmo quando achamos que já não há redenção possível.
A história do passado é devastadora. A injustiça, a manipulação e a tragédia que marcaram as vidas das personagens criam uma base emocional fortíssima que sustenta toda a narrativa. O rei, consumido pela insegurança e facilmente influenciável, acaba por destruir aquilo que mais deveria proteger. Esse peso atravessa séculos, mostrando que certas decisões ecoam muito para além do momento em que são tomadas.
A relação entre o Goblin e o shinigami é, para mim, um dos grandes pontos altos da série. Entre discussões infantis e momentos de cumplicidade inesperada, os dois equilibram perfeitamente o drama com o humor. É impossível não rir das pequenas implicâncias, assim como é impossível não sentir o peso do destino que os liga. A sua história conjunta é, talvez, das mais tristes e belas de todo o enredo.
A protagonista, marcada desde o nascimento como a noiva do Goblin, cresce com a capacidade de ver espíritos - um dom que é simultaneamente um fardo. A morte da mãe é um dos momentos mais dolorosos da narrativa, e é aí que percebemos que este dorama não tem medo de confrontar o espectador com a fragilidade da vida. Ainda assim, também nos mostra que a morte não é apenas fim, mas passagem.
Sunny e o shinigami são, na minha opinião, as personagens que mais sofrem. O seu amor atravessa vidas, mas nunca deixa de ser marcado pela perda e pela culpa. A forma como ele se apaixona novamente, mesmo sem memória do passado, é ao mesmo tempo comovente e cruel. Há algo profundamente poético na ideia de que o amor pode reconhecer-se, mesmo quando a mente não se recorda.
O antagonista acaba por ser mais do que uma entidade física sendo o próprio destino. A sensação de que certas dores são inevitáveis acompanha toda a narrativa. No entanto, a série também nos sugere que a divindade (ou o universo) pode conceder segundas oportunidades, não para apagar o passado, mas para permitir crescimento e redenção.
Apesar de alguns efeitos especiais menos conseguidos no primeiro episódio, a qualidade da produção, da banda sonora e da realização é inegável. A fotografia é belíssima e há cenas, como a icónica caminhada na neblina, que ficam gravadas na memória coletiva dos fãs.
O final, embora triste, é também reconfortante. Mostra-nos que o amor verdadeiro pode transcender o tempo, a morte e o sofrimento. E talvez essa seja a maior lição deste dorama: a vida é efémera, mas as ligações que criamos podem ser eternas.
Goblin é, para mim, muito mais do que uma história de fantasia. É um lembrete de que cada encontro tem um propósito, cada perda tem significado e cada alma merece a possibilidade de recomeçar.
E talvez seja por isso que, mesmo depois de o ver várias vezes, continuo a sentir exatamente o mesmo, como se o meu coração ainda não estivesse preparado para se despedir desta história.



Comentários
Enviar um comentário